RECURSOS

Pe. Joaquim Garrido, scj

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V DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

Para os primeiros crentes, Jesus não era apenas um pastor, mas o verdadeiro e autêntico pastor. Ele é o único líder capaz de orientar e dar verdadeira vida aos homens. Esta fé em Jesus como o verdadeiro pastor e guia do homem adquire uma atualidade nova numa sociedade massificada como a nossa, onde a pessoa corre o risco de perder a sua própria identidade e ficar aturdida diante de tantas vozes e anúncios publicitários. A publicidade e os meios de comunicação social impõem aos indivíduos não apenas as marcas de roupa que devem vestir, a bebida que devem tomar ou a canção que devem trautear… Mas impõem também os hábitos, os costumes, as ideias, os valores, o estilo de vida e a conduta que devemos ter.

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IV DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

Para os primeiros crentes, Jesus não era apenas um pastor, mas o verdadeiro e autêntico pastor. Ele é o único líder capaz de orientar e dar verdadeira vida aos homens. Esta fé em Jesus como o verdadeiro pastor e guia do homem adquire uma atualidade nova numa sociedade massificada como a nossa, onde a pessoa corre o risco de perder a sua própria identidade e ficar aturdida diante de tantas vozes e anúncios publicitários. A publicidade e os meios de comunicação social impõem aos indivíduos não apenas as marcas de roupa que devem vestir, a bebida que devem tomar ou a canção que devem trautear… Mas impõem também os hábitos, os costumes, as ideias, os valores, o estilo de vida e a conduta que devemos ter.

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III DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

Lucas descreve o encontro do Ressuscitado com os seus discípulos como uma experiência fundamental para a construção do projeto do Reino. A vontade de Jesus é clara. A sua tarefa não terminou na cruz. Ressuscitado por Deus depois da sua execução, estabelece contato com os seus para pôr em marcha um movimento de “testemunhas” capazes de transmitir a todos os povos a sua Boa Notícia: «Vós sois testemunhas destas coisas». Não é fácil converter em testemunhas aqueles homens atolados na desilusão e no medo.

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II DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

Não resultava fácil para os discípulos e discípulas de Jesus expressar aquilo que estavam a viver naqueles dias, depois de terem encontrado o túmulo vazio. Vemo-los deitar a mão a todo o tipo de recursos narrativos para descrever o que experimentam. O núcleo, contudo, é sempre o mesmo: Jesus vive e está de novo com eles. Isto é o decisivo. Recuperam Jesus cheio de vida. Os discípulos encontram-se com Jesus, aquele que os tinha chamado e a quem eles tinham abandonado. As mulheres abraçam com alegria aquele que tinha defendido a sua dignidade e as tinha acolhido como amigas.

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DOMINGO DE PÁSCOA - ANO B

A fonte mais antiga que temos sobre a vida dos primeiros cristãos é um escrito redigido pelos anos oitenta do primeiro século. Chama-se-lhe, tradicionalmente, «Atos dos Apóstolos». Segundo este escrito, os primeiros que falaram de Jesus ressuscitado seguiam sempre o mesmo guião: «Vós (os poderosos) matastes Jesus, mas Deus ressuscitou-o». Este foi o primeiro esquema da pregação pascal. Os poderosos quiseram eliminar Jesus e apagar a sua voz. Recusavam-se a ouvi-lo dizer que, para Deus, os últimos são os primeiros.

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DOMINGO DE RAMOS - ANO B

Jesus sempre contou com a possibilidade de um final violento para a sua vida. Ele não era ingénuo. Sabia ao que se expunha se continuasse a insistir no projeto do reino de Deus. Era impossível buscar com tanta radicalidade uma vida digna para os «pobres» e para os «pecadores», sem provocar a reacção daqueles a quem não interessava qualquer tipo de mudança. Certamente, Jesus não é um suicida. Ele não busca a crucifixão. Nunca quis o sofrimento, nem para os outros nem para si próprio.

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5º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

Poucas frases há no evangelho tão desafiantes como estas palavras, que recolhem uma convicção muito particular de Jesus: «Asseguro-vos: se o grão de trigo, ao cair na terra, não morrer, permanece só; mas se morrer, dá muito fruto». A ideia de Jesus é clara. Com a vida sucede o mesmo que com o grão de trigo, que tem de morrer para libertar toda a sua energia e um dia produzir fruto. Se «não morre», fica só em cima da terra. Pelo contrário, se «morre» volta a erguer-se trazendo consigo novos grãos e nova vida.

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4º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

O evangelista João fala-nos de um estranho encontro de Jesus com um fariseu importante, chamado Nicodemos. Segundo o relato, é Nicodemos quem toma a iniciativa e vai ter com Jesus, «de noite». Nicodemos intui que Jesus é «um homem que veio de Deus», embora ele próprio se mova nas trevas. Jesus irá conduzi-lo em direção à luz. Nicodemos representa, neste relato, todo aquele que procura sinceramente encontrar-se com Jesus. Por isso, em certo momento, Nicodemos desaparece de cena e Jesus prossegue o seu discurso, para terminar com um convite a não viver nas trevas, mas a buscar a luz.

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3º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

Todos os evangelhos fazem eco de um gesto audaz e provocativo de Jesus dentro do recinto do Templo de Jerusalém. Provavelmente não foi muito espetacular. Jesus empurrou um grupo de vendedores de pombas, voltou as mesas de alguns cambistas e interrompeu a atividade mercantil daquela gente durante alguns momentos. Não pode ter feito muito mais.

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2º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

Cada vez temos menos tempo para escutar. Não sabemos aproximar-nos com calma e sem preconceitos do coração do outro. Não conseguimos escutar a mensagem que qualquer ser humano nos pode comunicar. Encerrados nos nossos próprios problemas, passamos junto das pessoas sem nos determos a escutar seja quem for. Estamos a esquecer a arte de escutar. Considerando tudo isso, não é muito estranho que os cristãos se tenham esquecido de algo fundamental: ser crente, é viver a escutar Jesus. Mais ainda: só a partir dessa escuta nasce a verdadeira fé cristã.

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1º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

O convite à conversão evoca quase sempre em nós a recordação do esforço exigente e da dificuldade própria de todo o trabalho de renovação e de purificação. No entanto, as palavras de Jesus que Marcos nos recorda no evangelho deste domingo - «convertei-vos e acreditai na Boa Notícia» - convidam-nos a descobrir a conversão como passagem para uma vida mais plena e gratificante. O evangelho de Jesus diz-nos algo que nunca podemos esquecer: é bom convertermo-nos. Faz-nos bem. Permite-nos experimentar um modo novo de viver, mais são, mais feliz.

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6º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO B

Jesus era muito sensível ao sofrimento das pessoas que encontrava no seu caminho, muitas vezes marginalizadas pela sociedade, desprezadas pela religião oficial ou rejeitadas pelos sectores que se consideravam moral ou religiosamente superiores. É algo que lhe sai de dentro. Ele sabe que Deus não discrimina ninguém. Não rejeita nem excomunga. O Deus de Jesus não é um Deus só de gente boa, mas é um Deus que a todos acolhe e abençoa. Jesus tinha o costume de levantar-se de madrugada para rezar. E, certa vez, partilha o que lhe vem à mente nessas manhãs em que contempla o amanhecer: «Deus faz nascer o sol sobre bons e maus». 

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5º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO B

Na sinagoga de Cafarnaum Jesus tinha libertado, na manhã desse sábado, um homem possuído por um espírito mau. Agora é-nos dito que ele sai da «sinagoga» e vai para «a casa» de Simão e André. A indicação é importante pois, no evangelho de Marcos, o que sucede nessa casa encerra sempre algum ensinamento para as comunidades cristãs. Jesus passa da sinagoga, lugar oficial da religião judaica, para a casa, o lugar onde se vive a vida quotidiana junto dos seres mais queridos. Nessa casa vai germinando a nova família de Jesus. 

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4º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO B

Segundo Marcos, a primeira atuação pública de Jesus foi a cura de um homem possuído por um espírito mau, na sinagoga de Cafarnaum. É uma cena surpreendente, narrada para que, desde o início, os leitores descubram a força curadora e libertadora de Jesus. É sábado e aquele povo encontra-se reunido na sinagoga para escutar o comentário da Lei, explicado pelos escribas. Pela primeira vez Jesus vai proclamar a Boa Notícia de Deus precisamente no lugar onde se ensina oficialmente ao povo a tradição religiosa de Israel. As pessoas ficam surpreendidas ao escutá-lo. Têm a impressão de que, até agora, estiveram a escutar notícias velhas, ditas sem autoridade. Jesus é diferente. 

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3º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO B

Ao longo do tempo foram escritas obras muito importantes para definir com precisão onde está a «essência do cristianismo». No entanto, para conhecer o centro da fé cristã, não é necessário lançar mão de nenhuma teoria teológica. O que é necessário, primeiro do que tudo, é captar qual foi o grande objetivo de Jesus, o centro da sua vida, aquilo que ele considerava o valor absoluto, a causa a que a ele se dedicou de corpo e alma. Ninguém tem hoje dúvidas de que o evangelista Marcos resumiu acertadamente tudo isso com estas palavras: «O reino de Deus está próximo. Convertei-vos e acreditai nesta Boa Notícia».

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2º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO B

Dois discípulos, pertencentes ao grupo de João Batista, põem-se a seguir Jesus. Durante um certo tempo caminham atrás dele em silêncio. Não tinha havido, até aí, um verdadeiro contacto. Mas, pouco depois, Jesus volta-se para eles e faz-lhes uma pergunta decisiva: «Que procurais?». Quer dizer: o que esperais de mim? Eles respondem com outra pergunta: «Rabi, onde moras?». Ou seja: qual é o segredo da tua vida? Qual o teu projecto? O que é, para ti, viver? Jesus responde-lhes: «Vinde e vereis». Fazei vós próprios a experiência.

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1º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO B

Jesus apareceu na Galileia quando o povo judeu vivia uma profunda crise religiosa. Sentiam há muito tempo que Deus estava longe. Os céus estavam «fechados». Uma espécie de muro invisível parecia impedir a comunicação de Deus com o seu povo. Ninguém era capaz de escutar a voz de Deus. Já não apareciam profetas. Ninguém se apresentava no meio do povo a falar impulsionado pelo Espírito de Deus. O mais duro era essa sensação de que Deus os tinha esquecido. Parecia já não se preocupar com os problemas de Israel. Porque é que Deus permanecia oculto? Porque estava tão longe?