RECURSOS

Pe. José Domingos, scj

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DOMINGO DO PENTECOSTES - ANO B

O Covid obrigou-nos a estar mais atentos àquilo que não se vê, mas cuja presença e acção pode deixar marcas muito profundas na nossa vida. De facto, um vírus não é visível a olho nu, mas todos ficamos a saber que pode matar e que nos pode fazer passar por um mau bocado. A realidade é muito mais complexa e diversificada do que aquilo que podemos ver e ouvir. A Solenidade do Pentecostes convida-nos a celebrar o Espírito Santo. Temos todos de reconhecer que falamos pouco dele e que o temos pouco em conta. Sem sombra de dúvida, o Espírito Santo é o grande esquecido na Igreja. É aquela figura sobre a qual pouco se fala e, no entanto, Ele está muito perto de nós. Talvez esteja aqui busílis da questão: porque está tão perto, temos dificuldade em reconhecer a sua presença; porque está dentro de nós, acabamos por não lhe dar o valor que merece. A verdade é que a presença viva e operante do Espírito Santo na Igreja é indiscutível desde os começos.

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VII DOMINGO DA PÁSCOA - ASCENSÃO - ANO B

Ao longo da nossa vida, somos confrontados com a necessidade de dizer adeus. Há ciclos que chegam ao fim e há portas que se fecham. Acabamos por ter de partir para outro lugar ou para outra situação. Dizer adeus não é fácil, sobretudo quando é a algo a que estamos muito apegados. Dizer adeus pode até ser muito doloroso, sobretudo quando implica deixar morrer uma parte de nós. Saber dizer adeus é, sem dúvida, um sinal de sabedoria e de desapego: é uma graça saber que está na hora de partir e de dar lugar aos outros. O Evangelho de S. Marcos termina precisamente com Jesus a dizer adeus aos seus discípulos e a subir aos céus. É crucial, portanto, ver como Jesus procede; ver como Ele se despede dos seus discípulos; ver quais são as suas últimas recomendações. Só então o poderemos imitar…

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VI DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

A julgar por aquilo que conhecemos nos Evangelhos, Jesus não era uma pessoa autoritária nem mandona. Jesus sabia ser firme, mas não era alguém que se impunha dura e pesadamente aos outros, a ponto de os magoar ou espezinhar. Jesus não era uma pessoa mole, até porque dizia aquilo que pensava em várias circunstâncias e não era de se acanhar perante os chefes políticos e religiosos. A dada altura, Jesus dirige-se aos seus discípulos e diz-lhes: «é este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei». É uma afirmação cheia de intenção e autoridade: não é um simples conselho, mas mais parece uma ordem; não é algo opcional, deixado ao arbítrio de cada um, mas aparece como um mandamento central no quadro da relação de cada crente com Jesus; não é um slogan publicitário, mas é a condição necessária para permanecer no amor de Jesus. Quem ama os outros está unido a Jesus e não perde essa ligação.

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V DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

Nós, portugueses, cantamos intensamente a saudade. Os nossos imigrantes regressam, ano após ano, cheios de saudades da família, da sua terra natal, da comida, do sol e do mar… Todos nós nos lembramos muitas vezes daquelas pessoas de quem gostamos. Todos nós sentimos saudades daquelas pessoas que nos marcaram e que agora já não temos ao nosso lado. O Evangelho deste domingo centra-se na relação de cada crente com Jesus. Não é uma relação qualquer, mas é um vínculo único e especial; é uma ligação umbilical. Jesus é a videira e nós somos os ramos. Ser cristão é ser de Cristo. Ser cristão é estar vinculado constantemente a Jesus.

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IV DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

O Covid entrou abruptamente nas nossas vidas e, de um momento para o outro, descobrimo-nos extremamente vulneráveis, desprotegidos e expostos. Estes sentimentos de fragilidade agudizaram-se tanto, porque vivíamos tempos de uma verdadeira arrogância: achávamos que éramos os donos disto tudo, que tínhamos solução para todos os problemas e que não precisávamos uns dos outros e muito menos de Deus. O Covid veio alterar drasticamente tudo isto e exige que nos tornemos mais humildes… Faz-nos bem, portanto, escutar Jesus a comparar-nos com as ovelhas. A ovelha é um animal frágil, indefeso e dependente; não se impõe pela força nem pela sua rapidez nem pela sua astúcia.

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III DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

A ressurreição é, sem dúvida, o acontecimento mais surpreendente e misterioso da vida de Jesus. É tão excepcional que se torna difícil acreditar que tenha acontecido. Ainda hoje são muitos aqueles que – dizendo-se cristãos – mostram grandes resistências perante um acontecimento desta magnitude. Se não é fácil falar sobre este acontecimento, também não se pode calar a sua existência. Em primeiro lugar, os vários relatos em torno à ressurreição de Jesus dão-nos conta da extrema dificuldade que os discípulos sentiram para acreditar que Jesus tinha ressuscitado. Maria Madalena chegou a pensar que estava a falar com um jardineiro.

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II DOMINGO DA PÁSCOA - ANO B

A primeira frase deste Evangelho podia ter sido redigida de outra forma: «na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando os discípulos confinados em casa, com medo do vírus, veio Jesus…». Pode parecer uma brincadeira, mas ajuda-nos a compreender como a Palavra de Deus mantém a sua actualidade e tem sempre algo de novo a dizer-nos. Quem habitualmente lê a Palavra de Deus dá-se conta que, no fundo, é ela que nos lê a nos próprios. O texto dizia-nos que os discípulos estavam reunidos, mas tinham as portas fechadas, porque tinham medo dos judeus. Este é um pormenor importante: o medo faz-nos fechar as portas de casa, mas os seus efeitos negativos vão mais longe ainda.

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VIGÍLIA PASCAL - ANO B

Morto Jesus e colocado no sepulcro, vem o momento de homenagear o morto, com as manifestações de respeito e de estima que eram possíveis na época. Não admira, portanto, que umas mulheres decidissem embalsamar Jesus. Compraram os aromas e saíram de casa, durante a noite, para estarem no túmulo, logo ao nascer do sol. Só alguém para quem Jesus fosse muito importante é que procederia desta maneira. As mulheres, que vão ao sepulcro para embalsamar Jesus, querem perpetuar a memória de um morto.

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SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR - ANO B

Depois de uma vida inteira a libertar aqueles que andavam desanimados e oprimidos, Jesus morre. Não morre na tranquilidade da sua casa, junto dos seus. Jesus morre numa cruz, como se fosse um criminoso. Jesus morre numa cruz, porque as autoridades acharam que não era castigo suficiente passar um tempo na prisão. Aquele que não tinha culpa alguma, morre como se fosse culpado de crimes muito graves. A última frase de Jesus, proferida mesmo antes de morrer, é «tudo está consumado».

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MISSA DA CEIA DO SENHOR - ANO B

A sociedade de hoje pode comparar-se a uma sala de espectáculos. A maioria das pessoas está sentada na plateia e fixa o seu olhar no palco. No palco, os grandes actores mostram as suas capacidades e são aclamados com sonoras salvas de palmas. Mas, no meio de tudo isto, há gente que passa totalmente despercebida. Estão sempre na sombra e raramente se mostram, mas sem eles não há espectáculo. O Covid fez-nos saber que, no mundo da música e do espectáculo, não existem apenas os artistas e os actores, mas também existem técnicos de luz e de som e muitos outros profissionais, que são absolutamente necessários, ainda que não os vejamos.

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DOMINGO DE RAMOS - ANO B

O domingo de Ramos, como lhe chamamos habitualmente, costuma trazer mais gente às nossas celebrações. Penso que virão por causa dos ramos benzidos, que depois levam para suas casas e que conservam durante o ano. De algum modo, acreditam que esse pequeno ramo lhes trará uma bênção especial. Em sentido oposto, talvez não se dê tanto valor à proclamação do longo relato da Paixão e Morte de Jesus.

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5º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

Nunca como hoje tivemos tanta preocupação e cuidado com a nossa saúde. Os jornais atiram-nos com listas de dicas e conselhos para uma vida mais saudável. Os ginásios são frequentados por pessoas que procuram um corpo que respire vigor. As rádios repetem exaustivamente programas de emagrecimento. Ter boa saúde é, de facto, algo muito bom e devemos agradecer a Deus por isso. Aquilo que já não se diz é que uma boa saúde não faz uma pessoa feliz. Aquilo que já não se diz é que uma boa saúde é sempre algo relativo e temporário.

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4º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

A cruz tornou-se o distintivo principal dos cristãos. No interior de cada igreja, encontramos uma cruz em lugar destacado e central. Habituamo-nos a reconhecer as igrejas pela cruz no cimo da torre. Quando o mal nos bate à porta, dizemos que nos tocou uma cruz pesada. E quando encontramos alguém ferido e ensanguentado, costumamos dizer que parece um Cristo. Associamos naturalmente a cruz ao sofrimento, à dor e à morte. Ela aponta para realidades negativas e é delas que faz eco. Os nossos cemitérios estão cheios de cruzes, quase tantas como as campas. A cruz representa aquelas realidades e momentos que todos acabamos por experimentar, mas que preferiríamos remover da nossa vida.

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3º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

O Evangelho deste domingo é um texto estranho. É possível até que nos cause algum desconforto ou nos seja de difícil digestão. Com que então Jesus fez um chicote de cordas? Mas os chicotes não são propriamente instrumentos espalhem ternura e, no futebol, as chicotadas psicológicas não são abraços calorosos. Com que então Jesus expulsou do Templo os vendedores e os cambistas? Mas expulsar alguém também não é um gesto de simpatia e, novamente no futebol, o cartão vermelho não irradia doçura. Este é um Jesus bem diferente daquela imagem delicodoce com que por vezes o imaginamos.

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2º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

Nestes tempos do Covid, assistimos à passagem de inúmeros oradores pelos púlpitos das nossas televisões. Dizem-se especialistas e reclamam a nossa atenção, porque a sua mensagem é para reter e ser levada a sério. Em cada dia, somos bombardeados com as palavras de epidemiologistas, virologistas, especialistas em saúde pública e por aí adiante. Não há nenhum mal em ouvir esta gente, mas enquanto cristãos não podemos esquecer que estamos convocados para ser ouvintes atentos e interessados da voz de Jesus. Para nós, não é igual escutar Jesus ou não escutar Jesus. Não tem o mesmo valor escutar Jesus ou escutar um dirigente político ou desportivo.

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1º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

O deserto é tempo de prova, isto é, tempo de pôr à prova as nossas motivações, convicções, aspirações, valores e ideais. Foi isto que Satanás quis minar em Jesus, mas sem sucesso. Se o deserto é tempo de prova, isso significa que, superada essa prova, saímos mais fortes e convictos. Se a prova não é superada, ficamos a saber que precisamos de amadurecer mais. De qualquer modo, não devemos ter medo da provação, porque ela é uma etapa necessária e imprescindível para o amadurecimento da nossa fé: sem prova, não nos tornamos cristãos adultos; sem o aguilhão da tentação, seremos sempre cristãos infantilizados…

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6º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

O Covid-19 veio mudar a nossa vida de uma forma drástica e radical. Parece que nada é como dantes e quem sabe se algumas coisas não terão vindo para ficar!... Esta pandemia, com os seus confinamentos e isolamentos profiláticos, veio limitar a nossa liberdade de movimentos, de hábitos e de relações. Esta pandemia, com os seus estados de emergência e quarentenas obrigatórias, tem-nos remetido a todos para o interior das nossas casas. No meio desta situação que vivemos actualmente, o Evangelho de hoje é muito provocador e sugestivo.

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5º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

Desde cedo, fomos educados para ter sucesso na vida. Desde cedo, aprendemos a admirar aqueles que chegaram ao topo e que foram capazes de construir uma carreira invejável. Os mais jovens vestem a roupa dos seus ídolos, para se identificarem com eles e desejarem para si o mesmo êxito que eles tiveram. O fracasso é, portanto, uma palavra maldita e uma realidade que queremos, a todo o custo, banir das nossas vidas, porque, como se diz tantas vezes, «dos fracos não reza a história». Jesus também conheceu o sucesso.

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4º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

Estamos a enfrentar tempos muito difíceis no nosso país, talvez os tempos mais difíceis dos últimos 40 anos. A cada dia que passa vemos que os infectados aumentam drasticamente e parece não existir forma de pôr um travão a este aumento galopante e descontrolado. Agora até já sabemos que, a cada cinco minutos, morre uma pessoa em Portugal por causa do Covid. No meio desta tempestade que demora a passar, é fácil que nos perguntemos: onde está Deus? Será que Ele se esqueceu de nós? Como é que Ele permite uma coisa destas? Este texto do Evangelho vem-nos recordar algo muito importante no contexto que estamos a viver: Deus quer o nosso bem-estar.

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3º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

Jesus começa a anunciar o Reino de Deus, mas não se comporta como um franco-atirador nem como um agente isolado. Jesus lança-se a anunciar o Reino de Deus, mas, ao mesmo tempo, também chama pessoas para o seguirem e andarem com Ele. Jesus não detém o exclusivo do Reino de Deus, não possui os direitos de autor nem se agarra ao Reino de Deus como se fosse um feudo pessoal, a defender com unhas e dentes. É verdade que o Reino de Deus é a grande paixão da sua vida, mas Jesus não a vive de uma forma individualista e possessiva. Este “sonho” de um mundo de paz e de justiça, onde há lugar para todos e onde todos se sentem irmãos, tem de ser partilhado e comunicado.

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2º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

No Evangelho de S. João, João Baptista não aparece como o Precursor, mas como uma testemunha. «Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz», diz a introdução do quarto evangelho sobre este profeta. Este belo texto, que agora escutámos, abre precisamente com João Baptista a dar testemunho de Jesus a dois dos seus discípulos. Mal o ouviram dizer que aquele que passava era o Cordeiro de Deus, aqueles dois discípulos lançam-se ao caminho e seguem Jesus. João Baptista não se esforça por prender aqueles dois homens junto de si, mas deixa-os seguir o seu caminho. É assim que agem aqueles que verdadeiramente dão testemunho de Jesus…

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BAPTISMO DO SENHOR - ANO B

O Baptismo é uma porta necessária para nos relacionarmos com um Deus que é misericórdia, amor e compaixão; um Deus que é Pai, Mãe e Amigo; um Deus que é Companheiro e Próximo de todos. Sem o Baptismo, Deus será sempre Alguém que nos parecerá distante, uma coisa dos nossos antepassados, uma recordação de um mundo pouco científico e obscurantista. O Baptismo é, no final de contas, uma espécie de contrato de fidelização com um Deus que nos ama e santifica e que nos quer consagrados a Ele, em todo o tempo da nossa vida. Nós acreditamos que o Baptismo é necessário à salvação…

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EPIFANIA DO SENHOR - ANO B

Os Magos tornaram-se figuras muito marcantes na piedade popular. Só se fala deles neste texto, não voltam a ser nomeados em mais nenhum momento e, no entanto, não há presépio em que eles não apareçam em lugar destacado. Em nenhum lugar se diz que eram reis, que eram três ou quais eram os seus nomes, mas o povo cristão não descansou enquanto não definiu com claridade estes aspectos. Ainda há poucos dias me entrou no meu telemóvel – e certamente no de muitos de vós – uma imagem dos Magos em que um deles oferecia ao Menino Jesus a vacina da Pfizer, outro a da Moderna e o último a da AstraZeneca. Isto é um indicador do fascínio que estes personagens misteriosos continuam a exercer no nosso imaginário natalício. Não é por acaso que eles são os personagens mais bem vestidos que aparecem no presépio…

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SANTA MARIA, MÃE DE DEUS - ANO B

Começamos cada ano colocando-nos sob a protecção de Maria, a mãe de Jesus, o Filho de Deus. Depois de um ano cheio de contrariedades e dificuldades inimagináveis, invade-nos uma profunda esperança de que 2021 seja bastante melhor que este ano que agora termina. Mas também já nos apercebemos que 2021 não será um ano tranquilo. Teremos de continuar a lutar, a proteger-nos, a ter cuidados redobrados, porque o Covid não vai embora tão cedo. Por isso, é bom invocar a protecção da nossa Mãe para este novo ciclo que agora começa.

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SAGRADA FAMILIA DE JESUS - ANO B

Celebramos hoje o Domingo da Sagrada Família. Esta festa convida-nos a olhar com mais atenção para as nossas famílias e sobretudo a olhá-las à luz da Família de Nazaré. Neste mundo tão conturbado e em sofrimento, também as famílias conhecem as suas dores, angústias e dificuldades. Mas isto não significa que a família tenha perdido o seu valor ou tenha passado de moda. Precisamos todos de renovar a nossa confiança e a nossa estima na família como lugar privilegiado para viver o amor, para estabelecer relações livres, fraternas e gratuitas, e para acolher o dom da fé em Deus.

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DIA DE NATAL - ANO B

Hoje é dia de festa! E não é uma festa como tantas outras que fazemos habitualmente. É uma festa especial, única e singular. É aquela festa que nos enche o coração, que nos capta a atenção e nos absorve a imaginação. É a festa da alegria, da fraternidade, da solidariedade e da ternura. Talvez por isto nos tenha custado tanto aceitar as regras e imposições derivadas do Covid-19…

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4º DOMINGO DO ADVENTO - ANO B

Estamos às portas do Natal! O Natal é aquele momento no ano em que o nosso coração parece palpitar de alegria, de solidariedade e de ternura. Este ano iremos celebrar esta festa de uma forma muito diferente de todas as anteriores, mas isso não significa que seja pior. Pode até acontecer que nos centremos definitivamente naquilo que é essencial. Nesta caminhada de Advento, chegou hoje o momento de pousarmos o nosso olhar sobre a última das grandes figuras que marcam este tempo.

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3º DOMINGO DO ADVENTO - ANO B

S. João Baptista é aquele santo que celebramos de forma tão alegre, festiva e entusiasta em cada dia 24 de Junho, na nossa cidade do Porto. Até podemos não nos lembrar dele nesse dia, mas é um dia que desperta em nós muitas memórias alegres e felizes.No quarto Evangelho, atribuído a um outro João, João Baptista aparece sempre na qualidade de testemunha. Toda a razão de ser de João Baptista radica nesta sua função de ser uma testemunha credível e autorizada. João Baptista é a testemunha da luz verdadeira que pode iluminar o mistério humano.

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2º DOMINGO DO ADVENTO - ANO B

O Covid proporcionou-nos algumas imagens que seriam impensáveis há um ano. Por exemplo, nunca nos teria passado pela cabeça que cidades sempre em movimento se pudessem transformar num deserto de gente: que as ruas ficassem vazias, que as nossas lojas preferidas estivessem fechadas, que os estádios de futebol não tivessem gente nas bancadas, que as estradas outrora tão ruidosamente movimentadas estivessem em silêncio… Aquilo que não era possível fazer por vontade humana aconteceu por acção de um vírus! João Baptista aparece-nos no Evangelho como um profeta que vive no deserto e que chama as multidões ao deserto.

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1º DOMINGO DO ADVENTO - ANO B

Este vírus veio alterar muita coisa na nossa vida. Ainda esta semana, ouvi a anedota de que o vírus foi criado por uma mulher, porque conseguiu fechar os cafés e fazer com que os homens passassem mais tempo em casa. Aparte a brincadeira, uma das muitas alterações é que nos tornou um pouco mais vigilantes: medimos a temperatura diariamente, andamos com máscara, trazemos connosco um frasco de desinfectante para as mãos e guardamos uma distância de segurança das outras pessoas. Provavelmente quando ouvimos um espirro, estremecemos interiormente e ganhamos subitamente uma vontade de fugir a sete pés…